Romance: Tentação da Serpente


Um olhar feminino sobre o Antigo Testamento.
Uma história de mulheres, para mulheres, de que os homens também gostam.

"Tentação da Serpente" é uma reedição de "O Romance da Bíblia", publicado em 2010.

28 janeiro 2017

Viaje pelo Egipto e Etiópia com o Espião de D. João II - Pêro da Covilhã

Está quase a terminar o prazo das inscrições para esta grande viagem ao Egipto e Etiópia, na Páscoa, que nos permitirá assistir às impressionantes cerimónias religiosas etíopes, uma tradição de 800 anos, algo que raros turistas conseguem ver. Além disso, os sítios a visitar são um deslumbramento e do nosso passado colectivo há muitas histórias para contar, maiores que qualquer ficção. Os amigos e amigas que possam estar interessados, informem-se aqui, pelo catálogo ou com a agência e eu estou disponível também para responder às vossas perguntas. Será um grupo pequeno, bom para se fazer amizades e tornar a viagem numa bela aventura partilhada.
Teresa Neves - Tryvel:
Com o acompanhamento de Deana Barroqueiro (conceituada escritora de romance histórico) que, depois de um trabalho exaustivo de investigação histórica, escreveu o livro “O Espião de D. João II” inspirado na incursão de Pêro da Covilhã por terras da Abissínia em busca do mítico Preste João.
Uma viagem única, em exclusivo, com um número restrito de participantes (máximo 15) em que, coincidindo a Páscoa ortodoxa com a católica, terão ...a oportunidade de assistir às cerimónias da Semana Santa nas igrejas escavadas de Lalibela. Uma viagem TRYVEL, integrada no projecto TRYART - viagens temáticas com acompanhamento de personalidades.
Lugares limitados - ULTIMA OPORTUNIDADE.

Programa e itinerário

Duração: 16 dias (de 02/04/2017 a 17/04/2017)
Preço: 4970 €

1º DIA – LISBOA / MUNIQUE/ CAIRO
Comparência no aeroporto até 120 minutos antes da partida. Roga-se aos viajantes que, antes de entrarem na nave voadora, se apresentem e convivam com os seus companheiros de aventuras. Assistência garantida no embarque e saída, às 14h20, na Lufthansa com destino a Munique. Chegada a Munique e trânsito para a nave voadora com destino ao Cairo, onde aterrará já de madrugada

2º DIA - CAIRO
Chegada cerca da 1h10, ao Cairo, onde seremos assistidos pelos nossos serviços locais para obtenção de visto. Transferência para o Hotel Semiramis ou similar, um caravançarai de 5*, onde tomaremos pousada. De manhã, após o pequeno almoço, saída às 10h30 com destino ao Planalto de Guiza, para visitar as Pirâmides de Khufu, Khafré e Menkauré, o Museu da Barca Solar, a Esfinge e o Templo do Vale de Khafré. Almoço no emblemático Mena House Hotel entre as visitas. Regressaremos ao Cairo, no final do dia, para jantar num fondouk (restaurante) local e recolher ao caravançarai para dormir.

3º DIA – CAIRO /ALEXANDRIA / CAIRO
Pequeno almoço e partida da caravana dos portugueses para Alexandria. Primeiras vistas de reconhecimento da cidade. Visita ao Forte de Qait Bey, construído sobre as fundações do antigo farol (Pharos), as Catacumbas de Kom el-Shaqqafa e a fabulosa Biblioteca Alexandrina. Entre as visitas, paragem para almoçar numa estalagem local. Regresso ao Cairo no final do dia, com jantar num malcozinhado ou fondouk local.

4º DIA – CAIRO
Após o pequeno almoço, embarcaremos numa nova viagem ao passado, de um dia inteiro no Cairo, seguindo o rasto de Pêro da Covilhã e de Afonso de Paiva: passeio a pé pelo Bairro de el-Hussein, passando pela Rua AlMoaz (desde Nab El Naser até Bab Zeela) e pelos diferentes palácios e mesquitas do seu tempo. Almoçaremos numa estalagem local e prosseguiremos à descobertas da Mesquita do Sultan Hassan e da Cidadela de Saladino. A última visita do dia será ao Bairro Copta. Regresso da caravana ao caravançarai e saída para jantar num fondouk da cidade.

5º DIA – CAIRO
Pequeno almoço e saída para a Cidade dos Mortos, uma necrópole árabe que remonta à conquista muçulmana do Egito. Segue-se a visita ao Museu Egípcio do Cairo. Almoço num fondouk ou malcozinhado local e regresso ao caravançarai para descansar. Saída para o jantar de despedida no Al Azhar Park. Em hora a combinar localmente partiremos para o aeroporto do Cairo, onde embarcaremos numa nave voadora da Ethiopian Airlines com destino a Addis Abeba, na Etiópia.
O escudeiro Pêro da Covilhã – um misto de Indiana Jones e James Bond dos finais do Século XV – parte com Afonso de Paiva à descoberta de uma rota terrestre para as especiarias e do paradeiro do mítico Preste João, o imperador cristão que a Europa buscava há mais de duzentos anos. Os afortunados viajantes da nossa mágica caravana irão reinventar essa demanda (que só tem paralelo na busca do Graal) do misterioso reino da Rainha de Sabá, explorando o Cairo e as terras da Abissínia, numa fascinante viagem ao passado, ao encontro de estranhos mundos, vistos através dos olhos e do espírito do espião preferido de D. João II.

6º DIA – ADDIS ABEBA
Chegada a Addis Abeba e ao reino do Preste João, assistidos pelos nossos serviços locais, partindo para uma primeira exploração da capital etíope. Addis Abeba é, acima de tudo, uma cidade hospitaleira, sendo fácil ao viajante travar amizade com os seus habitantes. Visita do Museu Nacional da Etiópia, com objetos maravilhosos da civilização pré-Axumite de Tigray, e também o esqueleto de Lucy, uma das mais importantes descobertas paleontológicas da história. Segue-se a visita a algumas das mais proeminentes igrejas cristãs ortodoxas da cidade. Alojamento no caravançarai de 5*, Hotel Hilton Addis Abeba ou similar.
Procissão ao redor de Bet Medane Alem, a maior das igrejas de Lalibela (Foto: © Haroldo Castro/ÉPOCA)
7º DIA -  ADDIS ABEBA – BAHIR DAR (avião)
Após o pequeno almoço, seguiremos para o aeroporto de Addis Abeba, onde partiremos, num voo doméstico, com destino a Bahir Dar. Dia dedicado ao Lago Tana. Na península Zege, visitaremos os mosteiros de Ura Kidane Mihret e Bet Maryam. Almoço piquenique no próprio barco durante o passeio no Lago. Ao final do dia, regresso à cidade de Bahar Dar, para o alojamento e jantar no Hotel Kuriftu Resort ou similar.

8º DIA -  BAHIR DAR / GONDAR
Pequeno almoço no hotel e saída em direção a Gondar. Da manhã, durante o percurso, visita das cascatas do Nilo Azul, uma das quais com 45 metros de altura. Almoço e continuação da viagem para Gondar. Alojamento e jantar no Hotel Goha ou similar.

 9º DIA - GONDAR / SIMIEN
Após o pequeno almoço, visitaremos a cidade de Gondar, a antiga capital da Etiópia, que possui um dos primeiros castelos conhecidos na história de África (Fasil Ghebbi). O recinto muralhado cercado por altos muros de pedra, com 70 mil metros quadrados, contém um total de seis castelos, interligados por um complexo de túneis e viadutos. O Castelo de Fasilidas é uma combinação perfeita do estilo português, axumite e indiano. Depois de conhecermos o verdadeiro coração de Gondar, visitaremos os Banhos Reais de Fasilidas, do século XVI. O passeio terminará no mosteiro de Debre Berhan Selassie. Almoço num fondouk local. De tarde, continuação da viagem para as montanhas do Simien. Jantar e alojamento no Hotel Lodge to Simien ou similar.

10º DIA - SIMIEN /  GONDAR
Durante a manhã, após o pequeno almoço, passeio pelo Parque Nacional. Ao longo das encostas íngremes, observaremos os macacos Geladas, uma espécie endémica da Etiópia que vivem em bandos, sempre perto dos penhascos e desfiladeiros. De tarde, após o almoço, regresso a Gondar. Jantar e alojamento no Hotel Goha ou similar.

11º DIA – GONDAR / AXUM
Logo pela manhã, partida da caravana para o aeroporto, de onde voaremos para Axum, a cidade histórica de Tigray e a verdadeira espinha dorsal da cultura nacional, que o P. Francisco Álvares deu a conhecer à Europa no Séc. XVI. A capital do poderoso Império Axumite é também o centro espiritual do cristianismo ortodoxo etíope. Cidade com muitos mercados e monumentos magníficos, classificados pela UNESCO, destacando-se as mais de 300 estelas, algumas delas com mais de 20 metros de altura. Axum está ligada à lenda da fabulosa rainha de Sabá e dos seus amores com o rei Salomão, do Antigo Testamento. Alojamento e jantar e no Hotel Sabean ou similar.
No pátio de Bet Giyorgis (São Jorge), sacerdotes preparam-se para a missa da meia-noite (Foto: © Haroldo Castro/Época)
12º DIA – AXUM / LALIBELA
Partida para o aeroporto, onde embarcaremos num voo doméstico para a cidade mágica Lalibela. Almoço, após a chegada, seguido de alojamento no caravançarai Tukul Village ou similar. Tempo livre para descanso. Após o jantar no hotel Tukul Village, visita das igrejas escavadas na rocha, a “Jerusalém Africana”, para assistir às cerimonias de Fasika, vigilia da sexta feira santa da Páscoa Etiope. O conjunto de igrejas de Lalibela foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1979 e é o principal local de peregrinação para cristãos ortodoxos. Onze igrejas, divididas em três grupos, separados pelo rio Yordanus, construídas em blocos monolíticos, com uma precisão matemática impensável para a época. Regresso ao caravançarai para dormir.

13º DIA - LALIBELA
Pequeno almoço e saída para o segundo dia de visita a Lalibela. Continuando a explorar as igrejas escavadas na rocha, no dia em que os fiéis, todos vestidos de branco, rezam nas cerimónias da Páscoa. Regresso ao caravançarai Tukul Village para jantar e dormir.
Ritual da exposição dos tesouros. Cálices de ouro, cruzes de prata e coroas de reis (Foto: © Haroldo Castro/Época)
14º DIA -  LALIBELA
Após o pequeno almoço, visita de Asheton Maryam, um impressionante mosteiro onde se podem observar cruzes e manuscritos de valor inestimável. Atrás do mosteiro fica o Monte Abuna Yoseph e ao seus pés uma vista incrível de Lalibela. De tarde, após o almoço, visita do mercado local, especialmente colorido pela celebração da Páscoa Etíope. À noite, possibilidade de assistir à cerimonia da vigília Pascal, com as igrejas iluminadas com velas, um marco único em Lalibela, tendo como fundo da cerimonia, a igreja de São Jorge, uma das mais conhecidas pela sua forma de cruz. Regresso ao caravançarai Tukul Village para jantar e dormir.

15º DIA – LALIBELA /  ADDIS  ABEBA
Partida para o aeroporto e embarque num voo doméstico com destino a Addis Abeba. Jantar de despedida num fondouk com música e danças tradicionais. Em hora a combinar localmente seguiremos para o aeroporto a fim de embarcar em voo da Lufthansa com destino a Frankfurt (Via Jedda).

16º DIA –  ADDIS  ABEBA / FRANKFURT / LISBOA
Chegada a Frankfurt e formalidades de trânsito para um voo Lufthansa com destino a Lisboa. Chegada a Lisboa.

Mais informações no sítio da Tryvel/Tryart: AQUI




24 dezembro 2016

FELIZ NATAL E UM MAGNÍFICO ANO 2017

Amigas e Amigos, tenho saudades vossas! Nos últimos dois meses quase não olhei para o blogue, nem comuniquei com ninguém nas redes sociais, e os Amigos fazem-me falta, sem eles sinto-me mais pobre.

O meu problema é que eu «vivo para a escrita», que é uma coisa muito diferente (e pior) do que «viver da escrita». Seja vício, fome ou compulsão eu tenho de estar sempre a ler e a escrever um ou mais livros, por muito que me queira disciplinar e fazer só uma coisa de cada vez e com... calma.

Mas como é que posso ter calma aos 71 anos? Na curva descendente (é já plano inclinado) da vida,
com a vista a piorar e o cérebro a abrir buracos negros na galáxia das minhas células? E com o tempo que eu levo com cada livro? Tenho de aproveitar cada minuto para poder ter no próximo ano algum pedaço de mim para vos oferecer. Com sorte serão dois, duas coisas diferentes mas complementares...

Mas, para isso, não vivo a «vida real», quase não saio de casa (só quando viajo). O mais estranho de tudo é que estar enfiada no meu escritório, horas e dias a fio, a descobrir histórias que pouca gente conhece, para as poder partilhar com os amigos que me lêem, me faz imensamente feliz! Dá para entender?

Feliz Natal, companheiros! E um magnífico Ano 2017, carregado de coisas boas, de sorte e sucesso.
Obrigada por serem meus amigos e me terem acompanhado mais uma ano com o vosso carinho, que é coisa sem preço. Bem hajam! Um beijo enorme.
Deana Barroqueiro

Madonna

Madonna, eleita Mulher do Ano, e sem papas na língua - um discurso que vale a pena ouvir.

21 maio 2016

Viaje com a escritora Deana Barroqueiro

Nos dias 28 de Maio e 4 de Junho (Sábados, às 16 horas), estarei na Feira do Livro de Lisboa para conviver com os meus leitores. A agência de viagens TRYVEL/TRYART fez uma parceria com a minha editora Casa das Letras/Leya, para a apresentação das duas viagens que faremos com os meus romances: a 1ª, a Malaca, Java, Samatra e Molucas, com "O Corsário dos Sete Mares", na 2ª quinzena de Outubro de 2016 (ver aqui o magnífico programa - http://tryvel.pt/tour/corsario-sete-mares/), e a 2ª, ao Egipto e Etiópia com "O Espião de D. João II - Pêro da Covilhã", na Páscoa de 2017. Durante a Feira haverá uma campanha com desconto para quem se inscrever até 15 de Junho.

18 abril 2016

Venham viajar com Deana Barroqueiro e O Corsário dos Sete Mares até à Malásia e Indonésia

A minha viagem com a Tryart, como guia cultural
Embarcar numa Cápsula do Tempo, rumo ao passado e ao apogeu da grande saga dos Descobrimentos Portugueses, na senda de Fernão Mendes Pinto, O Corsário dos Sete Mares e dos primeiros navegadores que passaram além da Taprobana. Uma viagem de sonho e aventura em busca das ilhas afortunadas, por eles descobertas, das fabulosas paisagens, lendas e tradições que guardaram na memória ou registaram nos seus livros de viagens e peregrinações.
Ainda estamos longe da 2ª quinzena do mês de Outubro, de 2016, mas, mais vale avisar com tempo, para que não me digam depois que não sabiam! É de facto uma viagem pensada ao pormenor para maravilhar e também para partilhar memórias do nosso passado colectivo, no rasto de Fernão Mendes Pinto, o Corsário dos Sete Mares, por Malaca, Samatra, Java e Molucas. Imperdível! Será que vou ter amigos internautas a acompanhar-me nesta belíssima aventura, para ouvirem as muitas histórias que tenho para contar e verem paisagens e monumentos de cortar a respiração? Oxalá!

Deana Barroqueiro

Corsário dos Sete Mares

  • Destino: Ilhas Molucas Indonésia, Malásia.
  • Duração: 17 dias
  • De: 15/10/2016
  • a: 31/10/2016
  • Preço: 4495€
1º Dia – Lisboa / Dubai

Comparência no aeroporto da Portela até 120 minutos antes da partida. Roga-se aos viajantes que, antes de entrarem na cápsula do Tempo, se apresentem e convivam com os seus companheiros de aventura. Assistência nas formalidades de embarque e saída, com destino ao Dubai.

2º Dia – Dubai / Kuala Lumpur / Malaca

Chegada ao Dubai, desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem em avião da mesma companhia, com destino a Kuala Lumpur, capital da Malásia. Não será uma longa rota, porque, graças à magia da Emirates e das suas naus voadoras, os onze meses da viagem de Lisboa a Malaca estão reduzidos a cerca de um dia, com escalas e aguadas incluídas. Chegada às 21h50 locais e após as formalidades de desembarque, transfer em direcção a Malacca. Depois da conquista da cidade por D. Afonso de Albuquerque, os caminhos são tão seguros como os de Portugal, podendo os viajantes admirar as paisagens com prazer e sem temor. À chegada, alojamento e refeição ligeira no Hotel Impiana Heritage 4* ou similar.

3º Dia – Malaca

Após o pequeno almoço, saída para visita da cidade de Malacca, o porto de chegada, de encontro e de partida dos aventureiros portugueses, pioneiros da globalização, para todas as nações do Oriente longínquo. Visita aos seus pontos de maior interesse histórico: a Famosa, Porta de Santiago construída em 1511, ponto de entrada para a Fortaleza Portuguesa; a Igreja de S. Pedro, a mais antiga igreja de Malacca ainda em uso e onde S. Francisco Xavier foi sepultado. Paragem no sopé da colina para apreciar o Poço do Sultão antes da visita ao Bairro Português. Prosseguimento até às ruínas da Igreja de S. Paulo, lado a lado com túmulos holandeses do século XVII e a Praça Vermelha onde se destaca o cor-de-rosa salmão do Edifício Administrativo holandês que alberga nos dias de hoje o Museu de Malacca e alguns escritórios governamentais. Visita à Igreja de Cristo antes de paragem para almoço em restaurante local. Após o almoço, visita ao Templo de Cheng Hoon – o único templo onde se professam as 3 maiores doutrinas da crença chinesa: Taoísmo, Budismo e Confucionismo. Passeio ao longo da antiga Estrada de Malacca que acaba nas margens do rio Malaka. Jantar em restaurante local. Regresso ao Hotel para alojamento. Durante 130 anos (1511- 1641), Malacca foi portuguesa e dela se contarão, ao longo do dia, infindas histórias de corsários, mercadores, mercenários e… casados.

4º Dia – Malaca / Kuala Lumpur

Após o pequeno almoço, viagem de regresso a Kuala Lumpur. À chegada, visita às Caves Batu nos subúrbios leste da cidade, onde será possível observar o modo de vida malaio, em toda a sua diversidade, e as tradicionais indústrias “Cottage”. Visita à fábrica Royal Selangor Pewter – o maior fabricante de estanho do mundo. Almoço em restaurante local. De tarde, visita à Chinatown onde se evocará o 1º encontro entre os portugueses e os chineses, em 1511, quando alguns capitães de juncos ofereceram ajuda a D. Afonso de Albuquerque para a conquista de Malacca, tendo o Capitão-mor enviado por eles cartas com pedido de amizade ao imperador da China. Segue-se um passeio pelo mercado central nocturno onde os locais regateiam animadamente a mercadoria. Jantar em restaurante local com buffet malaio e show cultural. Transfer e alojamento no Royal Hotel 4* ou similar.

5º Dia – Kuala Lumpur

Pequeno almoço no Hotel e um novo salto no tempo para um passeio na cidade, nascida por volta de 1850. De manhã, visita ao Monumento Nacional, ao Museu Nacional, à Galeria KL e ao Museu do Palácio do Rei. Paragem para fotos nas Torres Petronas, na Torre de Observação. Almoço buffet no restaurante 360 Atmosphere na torre KL. Depois do almoço, regresso ao Hotel. Tarde livre para descanso ou outras actividades de carácter pessoal. Alojamento.

6º Dia – Kuala Lumpur / Medan / Parapat / Ilha Samosir

Pequeno almoço no Hotel. Transfer privativo para o aeroporto de Kuala Lumpur para embarque em avião da Malaysia Airlines com destino a Medan, na ilha de Samatra, para retomar a rota de Fernão Mendes Pinto, as suas estadias no reino de Aru, como embaixador e mercenário nas guerras com Aceh. Chegada ao aeroporto de Kualanamuamu, recepção pelos nossos representantes locais e partida com destino a Parapat – famosa estância de montanha nas margens leste do imenso lago vulcânico Toba – passando por pequenas povoações e vastas plantações de óleo de palma, borracha e campos de arroz em terraços. Almoço em caminho. À chegada a Parapat, embarque em ferry com destino a Samosir – uma ilha no centro do Lago Toba. Alojamento e jantar no Hotel Toledo Inn ou Tabo Cottages ou similar.

7º Dia – Ilha Samosir / Lago Toba / Ilha Samosir

Depois do pequeno almoço, início da visita da Ilha de Samosir de barco. Visita à tradicional aldeia de Ambarita com antiga mobília megalítica em frente às casas tradicionais.  Paragem para visitar a aldeia de Simanido e assistir à dança tradicional do povo Batak Toba. O rei de Batak foi um dos primeiros aliados dos portugueses, depois da conquista de Malaca, a quem pediu ajuda militar para as suas guerras com Aceh. Os seus festins tradicionais tinham como suprema iguaria, o coração, o nariz, as orelhas e as palmas das mãos e dos pés dos seus inimigos, acompanhados de um arroz de cabidela, feito com o seu sangue. Recomenda-se como opção o Rendang de carne. Almoço entre as visitas. A última visita será às aldeias de Tomok com o seu túmulo do rei Sidabutar e de Toba village. Regresso ao Hotel para jantar com músicas tradicionais Batak. Se for concerto de gamelão ou representação de um títere Si Gale Gale, que possa incarnar o espírito de Fernão Mendes Pinto, a noite será de festa maior. Alojamento.

8º Dia – Ilha Samosir / Parapat / Brastagi / Medan

Pequeno almoço. Logo após, continuação da viagem até Brastagi, via o anel rodoviário do Lago Toba. No caminho, passagem por plantações de pinheiros, pelo magnífico cenário do Lago Toba e por quintas férteis de frutas e vegetais. Visita ao antigo Palácio do Rei de Simalungun em Pematang Purba. Almoço e passagem pela esguia queda de água de 100 metros de altura que desce até ao Lago Toba. Chegada a Brastagi, uma refrescante estância de montanha dominada por dois vulcões activos. Visita a um mercado de fruta. Continuação até Medan através da luxuriante floresta tropical húmida de Sumatra. À chegada a Medan, jantar e alojamento no Hotel Santika Premier Dyandra 4* ou similar.

9º Dia – Medan / Jakarta

Pequeno almoço no Hotel. Em hora a determinar localmente, transfere para o aeroporto para embarque às 12h20 em avião da Garuda Indonesia – voo GA 187, com destino a Jakarta, na ilha de Java. Chegada às 14h45. Assistência e transfere privativo para o Hotel Alila Jakarta 4* ou similar. Instalação. Tempo livre. Jantar e alojamento.

10º Dia – Jakarta / Banten / Jakarta

Pequeno almoço no Hotel. Dia inteiro de visita a Banten (a cerca de 1h30 de Jakarta), uma cidade com uma grande riqueza histórica com as ruínas do Palácio de Surosowan, o Palácio Kaibon, a Grande Mesquita de Banten, a Fortaleza de Speelwijk e o porto de Banten, o “hub” principal para os navios e outras embarcações que se dirigiam ao velho Banten. Teve o seu apogeu no Séc. XVI, quando Malacca estava ainda ocupada pelos Portugueses, que atraíam muitos comerciantes do médio oriente ao seu porto. Hoje em dia é só utilizado pelos pescadores locais. Almoço em restaurante local. Regresso ao Hotel em Jakarta. Jantar e alojamento.

11º Dia – Jakarta (The Old Batavia – Tugu) / Tenarte

Após o pequeno almoço, saída para visita ao porto de Sunda Kelapa, área portuária com 500 anos que foi um elo vital para os mercados do mundo exterior nos 15 séculos do Reino de Pajajaran. Desde então, este porto pertenceu aos Portugueses e depois tomado pelos Holandeses. Evocar-se-á a acção deste povo de corsários ávidos de lucro e de saque, que atacaram todas as possessões ultramarinas portuguesas, ganhando um vasto império com muito pouco trabalho. A magnífica e colorida escuna Makassar chamada Phinisi é ainda um importante meio de transporte de mercadorias para e da ilha exterior. Próximo do Museu Fatahillah – construído no Séc. XVI, encontra-se o velho povoado de Batavia. Após o almoço em restaurante local, visita ao povoado de Tugu, um bairro historicamente influenciado pela presença Portuguesa, no norte de Jakarta. Visita à Igreja de Tugu, Gereja Tugu, uma das mais antigas igrejas na Indonésia (Tugu Church), construída em 1752 aparentemente por escravos a trabalhar para a comunidade Portuguesa naquele período. Possibilidade de apreciar o Keroncong Tugu – uma das principais correntes musicais indonésias desenvolvidas no povoado de Tugu desde o Séc. XVII. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.

12º Dia – Ternate

Chegada às 07h25. Assistência pelo nosso Representante local e início da visita ao Palácio Ternate Sultan, à Mesquita de Ternate e ao Forte Kastela. A história comum a Portugal e às Molucas fez correr muita tinta e deu origem a muitos conflitos entre nações, descritos nas crónicas do tempo, evocadas durante a estadia. Almoço em restaurante local. Findo o mesmo, transporte para o Hotel Bella International 4* ou similar. Jantar e alojamento.

13º Dia – Ternate / Gamalama / Ternate

Pequeno almoço no Hotel. Às 08h00, início da viagem para explorar o Monte Gamalama, o Lago Tolire e a região de rocha vulcânica. Almoço em caminho de visita às Fortaleza de Kalamata, Tolukko e Oranje e à mais antiga árvore de cravo da índia. Regresso ao Hotel para jantar e alojamento.

14º Dia – Ternate / Tidore / Ternate

Após o pequeno almoço, embarque até à Ilha de Tidore para visita às terras altas de Gura Bunga. Continuação até ao Palácio do Sultão (almoço) e depois visita a Tahula e Tore – Fortaleza Espanhola. Após o almoço, regresso a Ternate passando pelo local dos pilares onde se hasteou pela primeira vez a bandeira vermelha e branca da independência em 17 de agosto de 1945, em Tidore. Jantar e alojamento no Hotel.

15º Dia – Ternate / Yogyakarta

Pequeno almoço no Hotel. Logo após, transporte privativo para o aeroporto de para embarque às 12h45, com destino a Yogyakarta (Via Makassar). Chegada às 18h05. Após as formalidades de desembarque, Transfere para o Hotel. Jantar e alojamento. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.

16º Dia – Yogyakarta / Borobudur / Prambanan / Yogyakarta / Jakarta

Saída directa para visita até ao Templo de Borobudu – declarado Património da Humanidade pela UNESCO e o maior Templo Budista desta consagrada lista. A sua construção data do Séc. IX. Almoço em restaurante local. Prosseguimento a Prambanan, o maior templo hindu no sudoeste asiático localizado no reinado de Klaten, a 20 km da cidade de Yogyakarta. Este templo tem 47 metros de altura com 8 templos principais e 250 templos mais pequenos. Dia ideal para se falar de confluência de religiões e sincretismo religioso. Transporte até ao Hotel Yogyakarta Plaza 4* ou similar.  Jantar e alojamento.

17º Dia – Jakarta / Dubai / Lisboa

Pequeno almoço no Hotel. Transporte privativo para o aeroporto para embarque na nau voadora da Emirates, com destino ao Dubai.Desembarque em trânsito e prosseguimento da viagem numa cápsula do tempo da mesma companhia, com destino a Lisboa. Chegada ao aeroporto da Portela e regresso a casa, onde cada viajante poderá ordenar e registar as suas impressões da viagem, para memória futura.

Preço por Pessoa em Quarto Duplo
4.495 €
Suplemento Quarto Individual
540 €

Programa inclui:
  • Acompanhamento especializado de Deana Barroqueiro durante toda a viagem;
  • Acompanhamento de um responsável da Tryvel durante toda a viagem;
  • Passagem aérea em classe turística em voo regular Emirates, para percurso Lisboa / Dubai / Kuala Lumpur – Jakarta / Dubai / Lisboa, com direito ao transporte de 30 kg de bagagem;
  • Voos domésticos de Kuala Lumpur / Medan / Jakarta / Ternate /Yogyakarta / Jakarta;
  • 15 noites / 17 dias de alojamento nos hotéis indicados;
  • Refeições conforme programa num total de 12 almoços e 12 jantares e uma refeição fria à chegada a Kuala Lumpur (no 2ºdia);
  • Circuito em autocarro de turismo com guias acompanhantes em espanhol ou português durante todo o circuito mencionado no itinerário;
  • Taxas de aeroporto, segurança e combustível no montante de 334,20€ (à data de 17.02.2016 – a reconfirmar e atualizar na altura da emissão da documentação);
  • Entradas nos monumentos a visitar e mencionados no itinerário;
  • Gratificações;
  • Visto de entrada na Indonésia;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Seguro multiviagens VIP.

Programa não inclui:
  • Bebidas às refeições;
  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.
Nota: Consulte-nos para mais informações sobre partida do Porto.

Avenida Duque de Loulé, 72 | 3º
1050-091 Lisboa-Portugal
Telefone: +351 213 150 594
Contacto Emergência +351 936 007 033
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4050-073 Porto
Telefone: +351 223 213 680
Email: porto@nulltryvel.pt

17 fevereiro 2016

Afinal, não foi um grupo de refugiados sírios que atacou as mulheres em Colónia

As duas informações divulgadas pela polícia de Colónia aos media sobre o que se passou na noite de fim de ano não se confirmaram totalmente na investigação posterior.


O inquérito aos acontecimentos da passagem do ano em Colónia concluiu que os autores das agressões sofridas por mulheres foram sobretudo argelinos e marroquinos a viverem na Alemanha há vários anos e não refugiados acabados de chegar ao país.
Dos 58 suspeitos, dois são iraquianos e um é sírio. Os restantes 55 são sobretudo argelinos e marroquinos, havendo também três alemães, revelou o procurador de Colónia ao jornal Die Welt.
Fontes da polícia tinham dito aos media, após as agressões, que a maior parte dos agressores eram refugiados sírios. Mas depois de terem interrogado 300 pessoas e visto mais de 500 horas de gravações de vídeo, os investigadores desmentiram este dado.
E desmentiram também um segundo dado: a maior parte das agressões não foi sexual, como também foi divulgado no início de Janeiro. Nessa altura, a polícia passou para os media a informação de que cerca de mil homens, organizados em grupos, tinham realizado uma série de ataques de cariz sexual junto à estação de comboios da cidade, sendo as mulheres os alvos. As fontes policiais garantiram também que os agressores eram refugiados sírios que tinham chegado recentemente à cidade.
Estas informações influenciaram o debate sobre a política de asilo da chanceler Angela Merkel, que no final do ano passado estava a ser pressionada para adoptar um limite máximo à entrada de refugiados na Alemanha, alterando a sua "política de portas abertas" inicial.
Das 1054 queixas que a polícia recebeu na noite de passagem do ano em Colónia, 454 são de agressões sexuais. O número é muito elevado, mas as restantes 600 - que inicialmente também estavam nesta categoria - dizem respeito a roubos.


Crianças lançadas no Tejo estavam sinalizadas por suspeitas de abusos sexuais

O  mau trabalho de grande parte dos nossos jornalistas, que dão notícias escritas "sobre o joelho", sem procurarem saber a verdade, induzem muitas vezes o leitor em erro. Este caso da mãe que matou as duas filhas pode ter sido uma acção de vingança contra o pai, por este a ter deixado.

Uma mãe que tenta suicidar-se e leva consigo os filhos para a morte, deve sentir-se  desesperadamente só, sem ajuda de ninguém, sobretudo numa situação de violência doméstica e de perigo de abuso sexual para os filhos. Quando irão as instituições sociais e judiciais  resolver com rapidez e eficiência estes casos tão dramáticos? Enquanto empurrarem as vítimas  de umas para as outras, sacudindo a água do capote, mais tragédias como esta  se hão-de repetir.

Mãe entrou na água com as duas filhas numa praia de Oeiras. Uma bebé de 18 meses morreu. A irmã de quatro anos está desaparecida. "Houve uma queixa mas não é nada que esteja demonstrado", disse fonte da Polícia Judiciária (PJ) relativamente aos supostos abusos.

A bebé de 18 meses que morreu e a criança de quatro anos que desapareceu, depois de ambas caírem no rio Tejo com a mãe na segunda-feira à noite, tinham sido sinalizadas pela PSP por suspeitas de abuso sexual. "A sinalização tinha que ver com a prática de abuso sexual do pai", disse ao PÚBLICO a presidente da CPCJ da Amadora, Joana Garcia da Fonseca. A família, que vivia em Carenque, no concelho da Amadora, estava sinalizada por violência doméstica, e também aqui as suspeitas centravam-se sobre o pai das crianças. 

Em Novembro, a PSP comunicou a situação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Amadora, que remeteu a sinalização para o Ministério Público (MP) para a instauração de um processo de promoção e protecção judicial (das crianças) e para efeitos de procedimentos criminais (quanto ao suspeito). Nenhum processo chegou a ser aberto na CPCJ da Amadora, já que as comissões de protecção deixaram de ter competências para intervir em situações de abuso sexual, depois das alterações à Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, no ano passado.
Depois de lhe ser remetida a sinalização, o Ministério Público requereu, a 2 de dezembro de 2015, a abertura de um processo judicial de promoção e de protecção a favor das duas crianças que corria termos na secção de Família e Menores da Amadora, confirmou o gabinete de imprensa da Procuradoria Geral da República (PGR). Nas respostas enviadas ao PÚBLICO esclarece que “na sequência de uma participação efectuada na PSP, a que foi junta uma comunicação recebida do Hospital Amadora-Sintra, foi instaurado, em finais de Novembro, um inquérito onde se investigam factos susceptíveis de integrarem os crimes de violência doméstica e de abuso sexual de crianças”.

Mães que matam filhos acreditam que os poupam a sofrimento

O processo “corre termos no DIAP de Lisboa-Oeste (secção de Sintra) e encontra-se em segredo de justiça”. A resposta da PGR adianta ainda que “no âmbito deste inquérito, foi proposta à denunciante a teleassistência” e que foi “elaborado um plano de segurança” e que “a vítima e o arguido estavam separados e não partilhavam a residência”. Sobre os factos ocorridos em Caxias, a PGR informa ainda que "foi instaurado um inquérito que corre termos no DIAP de Lisboa-Oeste (secção de Oeiras)".

A mãe das crianças ainda não foi ouvida por não estar em condições, disse por outro lado fonte da Polícia Judiciária (PJ) que investiga o caso. "O cenário mais provável" neste caso aponta para "um homicídio seguido de uma tentativa de suicídio num quadro de separação, depressão e solidão", acrescentou ao PÚBLICO. "Houve uma queixa mas não é nada que esteja demonstrado", disse a mesma fonte relativamente aos supostos abusos.

Na sexta-feira, o pai não conseguiu contactar a mulher, nem ver as filhas e dirigiu-se à PSP da Amadora para participar o desaparecimento das crianças, segundo contou o próprio a elementos da Protecção Civil no local das operações de busca, onde esteve, com familiares, depois de ser contactado pela PSP e informado do que se passara na praia de Caxias. "Estava destroçado como qualquer ser humano pode estar", descreveu ao PÚBLICO o comandante da Capitania do Porto de Lisboa Malaquias Domingues.

O alerta foi dado às 21h07. As autoridades encontraram a menina de 18 meses na rebentação 40 minutos depois, disse por seu lado o segundo comandante dos Bombeiros de Paço de Arcos, Luís Pinto, que chegou ao local poucos minutos após o alerta. A criança terá sido retirada da água já sem vida mas foi feita uma tentativa de reanimação no areal da praia. 

Cronologia: Mães que matam porque querem morrer
Um taxista que se encontrava parado junto à praia da Giribita, em Caxias, terá visto um carro estacionado de onde saiu a mulher com as duas crianças, uma em cada braço, dirigindo-se para o mar. Pouco depois, a mulher saiu da água "em estado de pânico e em estado avançado de hipotermia", dizendo que as duas crianças estavam dentro de água, disse o comandante da Capitania do Porto de Lisboa. Foi levada para o Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, e depois transferida para Santa Maria.

Ana Dias Cordeiro - Público

29 dezembro 2015

A arte da amamentação perdeu-se

by Ponto Final
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Jack Newman, o médico canadiano considerado consensualmente como um dos principais gurus mundiais da amamentação, esteve em Macau para apresentar as vantagens do aleitamento materno. Em entrevista ao PONTO FINAL, o clínico acusa farmacêuticas e fabricantes de leite em pó de mentirem em relação às vantagens das fórmulas lácteas e reiterou a importância do acto de amamentar na construção de laços afectivos mais fortes entre a mãe e o bebé. Newman pronuncia-se ainda sobre a importância da formulação de politicas sociais que possam promover a amamentação e caracterizou, com uma única palavra, a actual Lei das Relações de Trabalho no que toca ao período de licença de maternidade. “É terrível”, diz o especialista.
Marco Carvalho
Como é que algo tão artificial como o leite em pó se tornou um sucesso tão grande um pouco por todo o mundo? Na República Popular da China poucas eram as mães que amamentavam. Como é que isto aconteceu?
Jack Newman - Aconteceu exactamente pelas mesmas razões que aconteceu no resto do mundo. A principal razão pode ser atribuída a médicos que, basicamente, acreditavam que em termos científicos alimentar um bebé com leite em pó era melhor do que amamentar. Em parte, estes médicos acreditavam que as recomendações que emitiam eram verdadeiras porque desconheciam por inteiro o processo. A grande maioria dos médicos continua a desconhecer, de resto. Por outro lado, a publicidade ao leite em pó está em todo o lado. As empresas que fabricam o leite e as fórmulas infantis investem muito em anúncios e em publicidade, recorrendo por vezes a mentiras. Esta publicidade afecta o julgamento das mães de uma forma muito importante. A arte da amamentação perdeu-se. Eu diria que a amamentação é uma opção natural que infelizmente acabou por ser vítima de uma série de mal-entendidos.
Começamos a assistir, ainda assim, a uma espécie de regresso às origens. Há muitas mulheres que fazem questão de amamentar. Porque é que assistimos a esta reabilitação da amamentação? Ou o processo integra uma tendência mais ampla, de valorização dos laços afectivos entre a mãe e o bebé? Em países como a Suécia e a Dinamarca, por exemplo, há cada vez mais mulheres que não estão dispostas a sacrificar a família em prol do sucesso profissional …
J.N. - Há, de facto, uma maior consciencialização no que diz respeito à amamentação. A meu ver, há muitas razões que explicam esta tendência e uma delas prende-se com o facto das mães compreenderem que o leito em pó e as fórmulas infantis não são assim tão maravilhosas como foram levadas a acreditar. Em muitos casos, sentiram que a ligação que tinham ao seu bebé não era tão forte como desejado. Por outro lado, durante os últimos vinte anos foi dada a conhecer muita informação relativa aos riscos inerentes à alimentação com leite em pó e ao modo como estes riscos poderiam ter sido evitados através da amamentação. A partir do momento em que esta informação se tornou pública, muitas mães terão percebido que a amamentação é, sem dúvida a melhor, opção. A amamentação é garantia de uma relação muito especial entre elas e os bebés a que deram vida.
Ainda assim, são muitos os equívocos associados à amamentação …
J.N. - Seguramente. Há muitos equívocos que têm origem na tradição e nos hábitos culturais: se estás grávida, não podes comer isto e não podes comer aquilo. Estas ideias – que são quase dogmas – são pura e simplesmente mentira. A maior parte das mães podem comer o que quer que seja, sem prejuízo para o bebé. Por outro lado, há maus conselhos a serem veiculados por profissionais do sector da saúde, e em particular por médicos, que dizem que os bebés só devem mamar uns tantos minutos em cada seio, de tantas em tantas horas, que os bebés não estão a retirar os nutrientes de que necessitam dos seios da mãe. É um chorrilho de disparates repetido à exaustão. Uma boa parte das mães ficam confusas com informação que o mais das vezes nem está correcta, nem é relevante.
A indústria farmacêutica e as farmacêuticas são responsáveis por um dos lobbies mais fortes do planeta. Este lobby também se faz sentir nesta área da nutrição infantil?
J.N. - Sim. E faz-se sentir de forma notória. Como lhe dizia, há publicidade em todo o lado. Não tive oportunidade de ver anúncios a marcas de leite em pó em Macau, mas em Hong Kong estão em todo o lado. Todas as farmácias têm cartazes em que anunciam que vendem esta e esta marca de leite em pó. São cartazes que exibem fotos de bebés a mamar ou bebés a serem embalados pelas mães e que garantem que os efeitos do leite em pó são maravilhosos. Vi anúncios a marcas de fórmulas infantis nas portas dos táxis, na televisão e em todo o lado. A publicidade funciona. Há equívocos que são fomentados pelas informações erradas facultadas por estes anúncios: dizem que o leite em pó é maravilhoso e que é tão bom como o leite materno. É a mensagem que fazem passar. Há falta de conhecimento por parte de médicos, que continuam a fazer chegar às mães informações muito erradas. E não se trata apenas de médicos. Há muitos profissionais de saúde que se deixam levar pela cantiga. Normalmente, e ainda assim, é aos médicos que cabe a última palavra, porque ainda continuam a ter o poder que é normalmente assacado aos deuses. No meu entender, as mães querem amamentar, mas o desejo de amamentar é muitas vezes minado pelo meio que as rodeia, incluindo as próprias avós que muitas vezes dizem: “Tu foste alimentada com leite em pó e és saudável”. Não é mentira, porque os seres humanos são surpreendentemente adaptáveis. Podemos comer quase tudo e ainda assim continuarmos bem.
E no que diz respeito ao paradigma estético? Há mulheres que colocam de lado a possibilidade de amamentar porque acreditam que ao fazê-lo estão a prejudicar o próprio corpo. Há uma componente de egoísmo neste tipo de decisão?
J.N. - Não. É sobretudo um equívoco. O que faz com que os seios fiquem descaídos é, temo, por um lado a idade e por outro a própria gravidez. Não é propriamente o acto de amamentar. De facto, a amamentação, em muitos casos, preserva a forma dos peitos.
Dizia na sua intervenção que um dos problemas se prende com o facto de muitas mães não saberem amamentar correctamente. Por vezes há problemas biológicos que tornam o processo difícil, como a anguiloglossia (língua presa). Há arte no acto de amamentar? Ou é algo que surge naturalmente?
J.N. - Se deixássemos uma mãe sozinha desde o momento em que engravidou até ao momento em que o bebé nasce, virtualmente todas as mães seriam bem sucedidas no acto de amamentar. Não precisaria de saber muito sobre amamentação. No passado, uma jovem mãe dependia das mulheres que a rodeavam: a mãe, as irmãs e as amigas e era a elas que recorria se se deparasse com dificuldades. Na grande maioria dos casos, ficariam bem. Não é aí que falhamos. É noutros aspectos. Hoje em dia há um número enorme de bebés que nascem através de métodos não naturais. Por vezes é necessário salvar tanto a mãe como o bebé e a intervenção durante o parto é inevitável, mas a maior parte das vezes fazemos cesarianas sem que sejam necessárias, damos às mães injecções intra-venosas e analgésicos de forma completamente supérflua. Como fazemos tudo isto, começamos a interferir com a forma como funciona o processo de amamentação.
Na maior parte dos casos, se um bebé nascer prematuro, será alimentada desde o início com leite artificial. Depois de ser alimentado com fórmula infantil, poucos bebés aceitam com naturalidade o leite materno. Nestes casos, é impossível reverter o processo?
J.N. - Não, não. É possível amamentar um bebé com leite materno depois de ele ter recusado o peito da mãe. Na clínica que lidero no Canadá este é um processo que conduzo com regularidade, mas não é um dado adquirido que todos os bebés prematuros tenham que ser alimentados com leite em pó. Isso é mais um mito. Muitos deles são suficientemente maduros em termos biológicos para serem amamentados de forma natural. Bebés que nascem após as 34 ou 35 semanas de gestação conseguem mamar. Não precisam de leite em pó para nada. Os prematuros extremos, que nascem com peso reduzido, podem precisar do que chamamos de “fortificantes”, componentes que são acrescentados ao leite materno, mas nem isto é uma razão para intervir e para os impedir de mamar.
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Depois há o outro lado do espectro da amamentação, chamemos-lhe assim: o das mães que amamentam até que os filhos já tenham quatro ou cinco anos de idade. Há uma idade razoável para deixar de amamentar? Ou esta questão não se coloca?
J.N. - Se a mãe ainda necessitar e se a mãe estiver disposta a tal, não vejo qualquer problema com isso. A maior parte das crianças deixam de mamar por volta dos três anos e meio, quatro anos. Algumas são perseverantes e podem mamar até aos sete anos. Mas é algo perfeitamente normal. Não há nada de errado com isso. Ajuda a construir uma relação próxima e saudável entre a mãe e a criança.
Essa é uma das questões – a ligação entre o bebé e a mãe – que o levam a defender de forma tão arreigada os benefícios da amamentação, mas não é de todo a única vantagem. Há muitos componentes naturais de grande importância para o desenvolvimento do bebé que apenas podem ser encontrados no leite materno …
J.N. - Exactamente. Nós nem sempre sabemos ao certo como é que estes componentes são úteis ou de que forma ajudam a criança a desenvolver-se. Estes são questões que ainda têm de ser devidamente estudadas. Em alguns casos, parece-me mesmo que não será fácil provar o efeito de algumas destas substâncias. Penso, no entanto, que enquanto existirem diferenças tão grandes entre o leite materno e o leite em pó, devemos ter cuidado ao receitar as fórmulas lácteas de forma rotineira.
Um dos exemplos que mencionou durante a sua intervenção dava conta do caso de uma mãe que se sentia culpada por se ver obrigada a dar leite em pó ao seu filho, depois do pediatra que a acompanhava ter dito que o seu leite estava a deixar a criança adoentada. Esta ideia de culpa é algo frequente da parte de uma mãe que não pode amamentar devido a uma qualquer razão natural?
J.N. - Nem por isso. Quase todas as situações em que uma mãe não pode amamentar poderiam ter sido evitadas, pelo menos a título parcial. São muito poucas, as situações em que uma mãe não pode ou não deve amamentar. Entre estas está a proibição da amamentação devido ao recurso a certos medicamento por parte da mãe, os casos em que a mãe se submeteu a cirurgia com o objectivo de reduzir o tamanho dos seios e por isso não produz leite em quantidade suficiente ou os casos em que a mãe não produz leite em quantidade suficiente por outras razões. Ainda assim, não é de todo impossível o recurso à amamentação. Ainda podemos ajudar aquela mãe a amamentar, mesmo que o bebé não possa ser alimentado em exclusivo com leite materno.
Em que tipo de situações a amamentação representa um risco para a mãe? Elencou algumas que estão sobretudo relacionadas com o bebé. Em que tipo de situações uma mãe deve evitar amamentar? Há alguma complicação médica que faça com que a amamentação não seja de todo aconselhável?
J.N. - Muito poucas. Neste momento não lhe consigo elencar uma única. No caso das mães que têm de se submeter a quimioterapia, alguns dos fármacos utilizados são provavelmente suficientemente tóxicos para prejudicar a criança. Mesmo que se infiltrem no leite em pequenas quantidades, o mais sensato da parte da mãe passa, talvez, por interromper o processo de amamentação.
No entanto, há substâncias que as mães devem evitar se querem que os bebés cresçam sem complicações. É do senso comum que o álcool e o tabaco se reflectem no leite produzido pela mãe….
J.N. - Permita-me que coloque a questão desta forma: um bebé de uma mãe que fuma e que amamenta é um bebé mais saudável que o bebé de uma mãe que não fuma, mas também não amamenta.
A questão da amamentação corresponde sobretudo a uma escolha pessoal, mas há também um aspecto social. Muitas das mulheres que optam por ter filhos são mulheres independentes, com uma carreira própria. Em lugares como Macau não é muito fácil encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional. Nem sempre é fácil, por exemplo, encontrar um lugar fora de casa onde se possa amamentar. Esta questão pode ser problemática?
J.N. - Não devia ser um problema. No meu entender, uma mãe deve ser capaz de amamentar em qualquer lado e a qualquer hora. Não conheço ao certo os termos da lei em Macau, mas no Canadá pode amamentar em qualquer lado onde é autorizada, por lei, a sua presença. Se pode frequentar um determinado espaço, então pode amamentar. Aliás, não é sequer permitido dizer que ela não pode amamentar. Se não têm uma lei com esta amplitude em Macau, deviam mudar a lei existente para que tal seja possível.
Não é o caso com os novos complexos hoteleiros, mas a maior parte dos restaurantes e dos serviços privados não têm um espaço que uma mãe possa utilizar para amamentar ou para mudar a fralda a um bebé. Mais grave ainda: este tipo de estruturas nos serviços públicos não são de todo habituais …
J.N. - Digo-lhe o mesmo que lhe disse. No que toca à fralda, pode perfeitamente mudá-la numa casa de banho. Quanto a amamentar, deve fazê-lo à mesa.
E não o fazem porquê? Ainda há uma forte pressão social que faz com que uma mãe tenha vergonha de se expor?
J.N. - Ainda há. Parece-me que sim e devíamos todos agir para mudar isso. As mães têm de se convencer de que ao amamentar estão a fazer o melhor pelos seus filhos e não devem ter vergonha nenhuma da opção que fizeram.
Em Macau há uma outra questão que diz respeito à duração do período da licença de maternidade …
J.N. - É terrível.
A lei prevê apenas 56 dias para a mãe. O pai quase não dispõe de tempo para estar com o filho. Uma licença de maternidade mais vasta pode fortalecer a relação entre a mãe e o bebé?
J.N. - Sim, é uma questão óbvia. Não sei se estava cá, mas referi que no Canadá a licença de maternidade é de 52 semanas. Faz uma diferença enorme no desenvolvimento da criança e no tipo de acompanhamento que a mãe dedica ao bebé. Muitas optam por amamentar porque sabem que terão tempo para isso.
Que tipo de conselho daria às mães de Macau que se encontrem divididas entre a amamentação e o recurso às fórmulas infantis. No Ocidente, para uma boa parte das mães a questão de abrir mão da amamentação nem sequer se coloca. Na China, as circunstâncias são outras e há ainda muitas mães indecisas. Muitas não sabem se devem amamentar ou se devem recorrer a leite em pó…
J.N. - A minha sugestão seria esta: se começaram a amamentar e obtiveram a melhor ajuda e o melhor acompanhamento de forma a que o bebé obtenha na mãe o alimento de que necessita e ainda assim decidirem que a amamentação não lhes enche as medidas, podem deixar de amamentar a qualquer altura. É muito fácil deixar de amamentar. Se começarem a alimentar a criança à base do biberão e depois mudarem de ideias, é muito difícil ter sucesso a amamentar. Quase todos os dias recebo e-mails de mães que mudaram de ideias. O problema é que não é tão fácil como se pensa passar do leite em pó para o leite materno. As mães devem dar a si próprias e aos seus filhos as melhores oportunidades e devem começar com uma aposta na amamentação. Talvez até se venham a surpreender com a possibilidade de virem a gostar tanto de amamentar. São muitas as mães deram a mama a bebés durante anos a fio e sentem-se felizes por o terem feito. O que eu diria a uma mãe indecisa de Macau? Se não sabe ao certo como é, talvez venha a adorar a ideia de amamentar. Porque é que não dá uma oportunidade à amamentação? Como é que sabe que não quer amamentar se nunca o fez antes?
Ponto Final | 29 de Dezembro de 2015 às 10:46 am | Etiquetas:Manchete | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/pu3KH-chD

10 agosto 2015

“Caçadores” de bruxas executam, à paulada, cinco mulheres na Índia

Na Índia a superstição reina sobre a lei. O governo tem tentado desde 2010 banir acusações de feitiçaria, assim como práticas relacionadas com o oculto, mas sem grande sucesso
HARISH TYAGI

Vários habitantes de uma vila no estado de Jharkand executaram cinco mulheres acusadas de feitiçaria. As autoridades indianas detiveram cerca de 24 “caçadores”

O último julgamento por feitiçaria no mundo ocidental foi realizado em 1944 em Inglaterra, mas noutras partes do mundo as acusações por feitiçaria são ainda lugar-comum. O caso mais recente ocorreu sexta-feira na Índia, numa vila junto à cidade de Ranchi, no estado de Jharkand, onde cinco mulheres foram arrastadas das suas cabanas e mortas à paulada.

“Um grupo de habitantes arrastou as mulheres e bateu-lhes até à morte com paus, acusando-as de praticar feitiçaria”, disse Arun Kumar, agente da polícia de Ranchi, depois de as autoridades locais terem capturado 24 homens que terão estado envolvidos nessas execuções.

O grupo terá usado armas afiadas e paus para agredir violentamente as mulheres, de idades entre os 45 e 50 anos. “Acusaram-nas de causarem doenças na vila e trazer azar à vila”, declarou o inspector da polícia Bandana Bakhla.

Um problema com raízes antigas

A Índia é um país onde o oculto e a superstição ainda fazem parte do quotidiano das populações rurais. Em julho, uma multidão no estado de Assam decapitou uma mulher por feitiçaria. No mesmo mês, um casal e os seus quatros filhos foram queimados vivos em Odisha, pelos mesmos motivos.
O governo da Índia tem tentado pôr fim a todo o tipo de práticas e rituais supersticiosos ou relacionados com o oculto, assim como julgamentos de feitiçaria, mas a população mais rural tem resistido à mudança.
Em 2013, o maior defensor e proponente de uma lei “antimagia negra”, Narendra Dabholkar, foi morto à porta de casa por ativistas que defendiam que a lei que procurava acabar com esses rituais ia contra a religião hindu.

A morte de Dabholkar levou o estado de Maharashtra a adoptar a medida em agosto de 2013, mas autoridades têm tido dificuldade em exercer a lei, devido ao enraizamento das práticas na cultura de muitos sectores da sociedade indiana.


Entre 2010 e 2012, o arquivo criminal da Índia registou cerca de 2100 casos em que pessoas foram mortas por alegada feitiçaria.

07 agosto 2015

Estado Islâmico tem lista com preços de meninas-escravas

A denúncia parte de uma responsável das Nações Unidas, Zainab Bangura, que afirmou ter visto uma cópia da listagem.
Estado Islâmico tem lista com preços de meninas-escravas
O auto-proclamado Estado Islâmico tem uma lista de meninas-escravas com os respectivos preços que faz circular entre os combatentes do grupo na Síria e no Iraque. Em Novembro do ano passado, a lista surgiu na Internet, mas, na altura, não foi possível confirmar a sua veracidade. Agora, Zainab Bangura diz que essa lista é real, afirmando que a viu durante uma viagem ao Iraque, em Abril.

Em declarações à Bloomberg, Bangura referiu que as meninas são vendidas "como barris de gasolina". "As meninas são levadas e trancadas em quartos ou casas, despidas e lavadas. Depois, são apresentadas aos clientes que decidem quanto elas valem", sublinhou, acrescentando que "os elementos do grupo chegam a fazer mercados para vender como escravas as meninas raptadas durante as ofensivas".

A responsável foi mais longe e explicou que as crianças com idade até aos nove anos são vendidas por cerca de 165 dólares, enquanto as adolescentes e as mulheres vão sendo vendidas por preços mais baixos. Na prática, quanto mais velha é a mulher, mais baixo é o seu preço.

Zainab Bangura visitou o Iraque e a Síria em Abril e desde então tem estado a trabalhar num plano de acção para abordar a horrível violência sexual levada a cabo por aquele grupo extremista. "Esta é uma guerra que está a ser travada no corpo das mulheres", denunciou a enviada da ONU para a violência sexual.

O rapto de meninas tornou-se uma parte estratégica do grupo Estado Islâmico para recrutar combatentes estrangeiros, que têm chegado ao Iraque e a Síria em número recorde nos últimos 18 meses.

"Com isto eles conseguem atrair jovens homens, porque dizem que têm mulheres virgens para eles se casarem", explicou, salientando que os combatentes estrangeiros são a espinha dorsal da luta.
Um relatório da ONU refere que quase 25 mil combatentes estrangeiros de 100 países estão envolvidos nos conflitos na Síria e no Iraque.

A enviada da ONU acusa o grupo extremista Estado Islâmico de práticas medievais no abuso de mulheres e meninas e que querem construir uma sociedade que reflita o século XIII.

26 maio 2015

Sally Ride, a primeira mulher norte-americana a ser enviada para o espaço

 
Foi no dia 18 de Junho de 1983 que Sally Ride ficou para a história da exploração aeroespacial. 

Nesse dia a astronauta Sally Ride tornava-se na primeira norte-americana a ir ao espaço a bordo do vaivém espacial Challenger. Se fosse viva, Sally Ride celebraria 64 anos. 
  
 A chegada de Sally à NASA 

Sally Ride foi uma das oito mil mulheres que em 1978 responderam ao apelo da NASA para descobrir o primeiro grupo de astronautas feminino daquela instituição governamental. Nascida em Los Angeles no dia 26 de maio de 1951 e formada em Física e em Inglês na Universidade de Stanford, Sally seria uma das eleitas. Outras cinco mulheres foram selecionadas pela NASA (Judith Resnik, Anna Fisher, Kathryn Sullivan, Rhea Seddon e Shannon Lucid) e Sally começou a trabalhar como CAPCOM, área que lida com a comunicação com a nave e a tripulação. 
Sally Ride esteve também envolvida no desenvolvimento do braço robótico canadiano que era acoplado ao espaço de carga da nave espacial. 
  
As missões de Sally no espaço 

Foram duas as missões de Sally Ride no espaço. Na primeira, a 18 de Junho de 1983, Sally seguia a bordo da Challenger na missão STS-7 numa viagem que tinha como objectivo colocar em órbita dois satélites de telecomunicações. Outro dos objectivos da missão passava por algumas experiências farmacêuticas. 

A segunda missão aconteceu em 1984, novamente a bordo da Challenger. Com o cumprimento da missão STS-41-G, Sally Ride acabaria por acumular 340 horas no espaço. Sally teria sido chamada para novas missões a bordo da Challenger, mas um acidente acabou por destruir a nave, tirando a vida à sua colega Judith Resnik e por fazer parar o programa espacial norte-americano durante dois anos. 

Sally Ride acabou por estar envolvida nas investigações de dois acidentes com naves da NASA. O primeiro foi o acidente da Challenger e mais tarde, em 2003, integrou a equipa que investigou o acidente da Columbia. Depois de sair da NASA, a astronauta norte-americana dedicou-se à investigação e leccionou Física na Universidade da Califórnia (UCLA) e também na Universidade de Stanford. Sally Ride foi também diretora no Instituto Espacial da Califórnia. Em Julho de 2012 um cancro no pâncreas foi-lhe fatal.

01 abril 2015

Contos e Novos Contos Eróticos do Velho Testamento

( ou "O Romance da Bíblia" ou ainda "Tentação da Serpente", ambas edições esgotadas)

Com o "post" anterior, onde transcrevo a crítica literária de Maria Teresa Horta, aos meus Contos Eróticos do Velho Testamento e aos Novos Contos Eróticos do Velho Testamento, lida durante a apresentação do 2º volume desta minha saga das mulheres do Livro do Genesis, pretendo apresentar aos leitores que o desconhecem, este romance (porque de um romance se trata, dado que cada conto é um capítulo da história e vida das mulheres do Antigo Testamento, de Eva a Ester), por ser uma obra muito diferente dos meus outros livros históricos sobre os Descobrimentos ou o D. Sebastião e o Vidente.

Os contos tiveram várias edições em português, foi traduzida para espanhol e italiano e foi também publicada no Brasil. Tornou-se um best-seller na internet-pirata, incluindo uma versão oral, com milhares de leituras e "downloads" (de que não recebi quaisquer direitos de autor).

É de todas as minhas obras a mais intimista e aquela em que emprego uma linguagem poética, que me é própria (nos restantes romances históricos a linguagem é próxima da de um cronista do período a ser tratado): O volume dos "Contos" é mais dramático e dolorido, o dos "Novos Contos" é mais irónico, duros e provocatório.

Dediquei este romance, escrito em duas partes, «A todas as mulheres mal-amadas, sofridas, exploradas, maltratadas, violentadas ou assassinadas em nome de uma religião, tradição, ideologia ou preconceito». 

O assunto continua actual, talvez mais ainda do que no ano da sua 1ª edição. E é desta edição, a primeira, que quero falar.  Porque as posteriores esgotaram ou já não se encontram no mercado.

Contudo, é possível obter estes dois volumes da 1ª edição, quer encomendando-os nas livrarias, quer  quer na própria Editora Livros Horizonte.

Partindo dos estereótipos do Antigo Testamento, pretendi fazer uma saga histórica, mas também poética, sensual, irónica e dramática das mulheres da Antiguidade, que viviam confinadas nas tendas de pastores nómadas ou nos haréns e serralhos dos palácios dos faraós do Egipto ou dos reis da Pérsia e Mesopotâmia, cujos ambientes são recriados com o maior rigor a partir de uma cuidada pesquisa em documentos da época e em obras de História das civilizações pré-clássicas.